Terça-feira, 22 de Abril de 2008
Dar uso à vida


Sempre me considerei uma pessoa bastante ponderada, equilibrada e, talvez, demasiado adulta para a minha idade - pois nunca achei muito normal eu entender tanta coisa em tenra idade e passar por crises existenciais e ter a plena consciência disso - acho que não gozei a juventude de uma maneira despreocupada como vejo grande parte dos jovens fazer (e alguns adultos) e acho que nunca consegui tomar uma decisão sem pensar seriamente nas consequências que esta poderia trazer e tenho alguma dificuldade em perceber porque é que as pessoas sentem a necessidade de mentir ou de serem falsas umas com as outras.

Por vezes as pessoas precisam de passar por experiências traumáticas para crescerem, mudarem atitudes ou mesmo dar valor à vida que têm, mas curiosamente eu não precisei de nada disso. Porquê? Não faço a mais pálida ideia.
Só sei que a vida é uma oportunidade demasiado boa para se deitar fora e para se desperdiçar. Dou tanto valor à vida como se tivesse estado à beira da morte. Acho que é demasiado curta para todas as coisas que gostaria de experimentar e viver e também tenho consciência de que posso já cá não estar amanhã.
Por essa razão penso sempre muito bem no que faço e nas decisões que tomo. Tenho também muita dificuldade em "engolir sapos" e em guardar para mim o que sinto e o que penso. Se gosto de uma pessoa, porque não lhe hei-de dizer ou demonstrar? Amanhã não sei se terei essa oportunidade.
Às vezes as pessoas levam a mal a minha frontalidade mas acho que não estou a ser honesta com a pessoa se não o fizer.

Não percebo porque é que algumas pessoas não têm a capacidade de comunicar para tentar resolver as suas divergências.
Eu pessoalmente não gosto de fechar portas porque a vida dá muitas voltas e a pessoa que outrora nós desprezávamos e de quem não gostávamos, pode até vir a ser a nossa melhor amiga.

Pessoalmente gosto de me dar bem com toda a gente e tenho alguma dificuldade em saber que alguém está zangado ou sentido comigo por alguma razão. Tento desfazer logo o mal entendido, mas infelizmente nem sempre é possível.

Desculpem este desabafo, mas hoje sinto verdadeiramente triste porque custa-me ver tanto tempo precioso perdido...


publicado por Marisa às 20:26
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4 comentários:
De Projeccionista a 2 de Maio de 2008 às 15:26
Um bocado na linha da expressividade que mencionas no teu post, quero só dizer que vim parar ao teu blog por absoluto acaso de alguma pesquias na net, que gostei, que entretanto perdi o link e esqueci o nome do teu blog, que o voltei a reencontrar pela sorte de ter memorizado a tua rubrica uma vez por semana, e que tenciono ir voltando.
Parabéns pelo blog!


De Marisa a 4 de Maio de 2008 às 18:54
Obrigada Projeccionista! :-)
Bem vindo a este blog e volta sempre!


De Tika a 26 de Abril de 2008 às 09:25
Realmente, Merise... de salientar que continuas a ser a escritora amadora, mais expressiva que eu conheço e tenho todo o gosto de dizer que te tenho como "recente reamizade" (entendes isto né?) exprimes aquilo que tb sou na realidade... não gosto, não como e digo o pq! e mais nada... que quer ouve e aceita e quem não quer... temos pena!!!
Estou verdadeiramente de acordo contigo!!!!
És aquilo que eu chamo... uma MULHER por descobrir!!
AH e já agora... tou no ALGARVE :P
Marta


De rutinha a 23 de Abril de 2008 às 12:15
este teu post parece vir a calhar com o meu estado de espirito de há uns tempos p cá...admiro essa frontalidade, e gostava tanto tanto de ser assim...
eu vou guardando, guardando até q me salta a tampa!e dps dizem q eu tenho mau-feitio, pois claro. sei que na maioria das vezes, sou eu q saio a perder p ser assim, mas fazer o que?


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